Na minha infância e adolescência, eu me senti inadequada. Era muito tímida, quieta e reservada. Eu me via de forma muito negativa por causa disso. Achava que ser introvertida era algo ruim. Ainda não sei muito bem o que me fez sentir assim, mas cresci com esse sentimento de que havia algo errado comigo.
Agora, na casa dos 30 anos, aprendi com a terapia que traumas podem causar mudanças profundas na forma como a gente se vê no mundo, e isso pode afetar a vida adulta. Foi na terapia que percebi o quanto a vergonha era um sentimento doloroso para mim. Foram tantas as situações em que senti isso. Tinha muita dificuldade de me sentir confortável e de ser quem eu realmente sou abertamente com as pessoas.
Já estou no quarto psicólogo — muito bom, por sinal — e só agora estou aprendendo que comparações, pressões, críticas, ambientes tóxicos e autoritários, crenças limitantes, perfeccionismo, excesso de autocrítica e traumas podem contribuir para essa sensação de inadequação que muitas pessoas sentem. Lendo livros sobre psicologia, também tenho aprendido que ter uma boa autoestima é fundamental para se sentir bem e ter mais equilíbrio ao longo da vida.
Neste momento, estou lendo o livro Autoestima como Hábito, da psicóloga Gislene Isquierdo, e estou gostando bastante. O livro resume bem como manter uma autoestima saudável e como ajudar outras pessoas a fazer o mesmo. Ter crescido me sentindo inadequada e, consequentemente, inferior, com uma autoestima pra lá de baixa, me faz perceber hoje o quanto o conhecimento liberta.
Se não fossem a terapia, os livros e os vídeos na internet, eu não saberia tanta coisa. Lógico que ainda estou no caminho. Ainda estou aprendendo, mas isso já é alguma coisa. Queria que mais pessoas aprendessem sobre isso e parassem de carregar tanto peso nas costas.
Ter uma boa autoestima é importante.
Se você quiser aprender mais sobre autoestima, fica a indicação do livro Autoestima como Hábito.




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